Dia Mundial da Conscientização do Autismo
Publicado em 04/04/2018 - 09:38

Segunda, dia 02 de abril, foi o  Dia Mundial da Conscientização do Autismo, nada melhor do que uma História de Amor entre uma Mãe e o seu Filho.

O Autismo, também conhecido como Transtornos do Espectro Autista (TEA), são transtornos que causam problemas no desenvolvimento da linguagem, nos processos de comunicação, na interação e comportamento social da criança.  Atualmente, estima-se que 70 milhões de pessoas no mundo todo possuem algum tipo de autismo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Com relação ao Brasil, esse número passa para 2 milhões. Uma pesquisa atual realizada neste ano do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) diz que o autismo atinge ambos os sexos e todas as etnias, porém o número de ocorrências é maior entre o sexo masculino (cerca de 4,5 vezes).

Esse transtorno não possui cura e suas causas ainda são incertas, porém ele pode ser trabalhado, reabilitado, modificado e tratado para que, assim, o paciente possa se adequar ao convívio social e às atividades acadêmicas o melhor possível. Quanto antes o Autismo for diagnosticado melhor, pois o transtorno não atinge apenas a saúde do indivíduo, mas também de seus cuidadores, que, em muitos casos, acabam se sentindo incapazes de encararem a situação.

Dentro do Coletivo temos o Samuel, um garoto amável, que tem 8 anos, carinhoso, dedicado e muito inteligente. Quando tinha dois anos foi diagnosticado com o Transtorno do Espectro Autista.

No início sua família não aceitou muito bem e a mãe, dona Angélica o levou em vários especialistas mas quase todos deram o mesmo diagnóstico. Samuel encontrou muitas barreiras, começando pelo seu nascimento que foi delicado: ele nasceu com apenas 22 semanas (6 meses) e 1kg, considerado pelos médicos responsáveis um prematuro extremo.

Quando foi para a UTI ficou com 800g, não respirava, foi intubado por 8 vezes, teve duas paradas cardíacas, hemorragia cerebral, 3 infecções neonatais e falta de oxigênio no cérebro. Felizmente Samuel não teve nenhuma lesão. Sem dúvidas esse pequeno Homenzinho é um Guerreiro.

Samuel não sofreu nenhum tipo de preconceito, diz sua mãe Angélica: "Ele não sofre preconceito na escola, muitas vezes ele não é aceito pelos colegas, mas o Samuel é bem tranquilo a respeito disso, ele conversa, dá oi para os coleguinhas, se responderem bem se não... ele fica tranquilo do mesmo jeito".

Angélica diz ainda: "Eu posso falar com toda clareza, depois que o Samuel entrou para o Coletivo Cuiabá ele melhorou 200%, melhorou em tudo, no jeito de falar, de se expressar, algumas mudanças diárias que notei e está sendo maravilhoso! Samuel vê a vida como nós vemos, com algumas dificuldades, mas que são necessárias passar por elas, no entanto gosta de ser pontual, não suporta atrasos, é um menino que entende que ser pontual é questão de caráter, quando vê algo que o desagrada não consegue esconder a sua reação e nem sempre consegue controlá-la. Eu tenho que explicar detalhadamente para ele quando vamos sair, quando vamos ao shopping, depois comer, passear um pouquinho e vir embora, se por ventura eu passar no mercado, aquilo para ele já é anormal, porque o combinado era aquela rota e eu mudei, já é um motivo para ele ficar nervoso".

Para Samuel a vida é muito importante, ele valoriza muito e não se importa com o que as pessoas vão dizer ou pensar ao seu respeito. Ele quer sempre aproveitar tudo ao máximo.

 

Reportagem